quarta-feira, 1 de junho de 2011






"Orai sem cessar." (1 Ts 5.17)


                Será que é hipocrisia orar quando não sentimos vontade?
                Um dos maiores empecilhos à oração talvez seja a variação de nossa disposição. Quase todos os cristãos já enfrentaram esse problema vez por outra. Nem mesmo os profetas de Deus estiveram totalmente livres dele. Habacuque, por exemplo, durante muito tempo, sentiu como se estivesse olhando para uma parede em branco. O que devemos fazer quando temos esse tipo de disposição? Esperar até sentir vontade de orar? A gente se convence com muita facilidade de que é hipocrisia orar quando não estamos com disposição para isso. Contudo, quando a situação é diferente, não enxergamos os fatos dessa maneira. Se alguém estivesse dentro de um cômodo hermeticamente fechado, mais cedo ou mais tarde, iria começar a ter uma sensação de desalento. E isso seria tão forte que essa pessoa nem queria fazer o esforço de abrir uma janela, principalmente se ela estivesse difícil de abrir. No entanto essa sensação de fraqueza e desalento é uma prova de que ela está precisando de ar, de que, ela irá adoecer.
               O fato, porém, é que, se perseveramos em oração mesmo nessas horas de sequidão espiritual, chegará o momento em que esse período de aridez passará e sairemos dessa condição. E, como diz Daniel, estaremos num lugar mais amplo
Irmãos, não deixemos que nada nos desanime. Se o solo estiver duro, vamos continuar cultivando-o. Dizem os entendidos que, em tempos de seca, o trabalho de revolver a terra é como uma boa chuva para a planta.
Os momentos em que não temos interesse em orar são exatamente aquele em que mais precisamos fazê-lo. A única forma de superar o desinteresse por qualquer atividade é justamente nos devotarmos mais a ela, e não menos. Então orar quando não sentimos vontade de fazê-lo não é agir com hipocrisia, é exercitar fidelidade para com o maior dever desta vida. Vamos simplesmente dizer ao Pai que não sentimos vontade de orar. Vamos lhe pedir que nos revele o que está provocando esse desinteresse em nós. Ele vai nos ajudar a superar esta disposição negativa e nos fortalecerá para que perseveremos em oração, mesmo não tendo vontade.
Quando não pudermos orar como devemos, oremos como pudermos.”
Quando não sentimos vontade de orar, essa é a hora em que temos de orar mais. Talvez seja mais seguro deixar de orar nos momentos em que nossa alma exulta e canta em comunhão com Deus, do que nas ocasiões em que ela se sente pesada e sem vontade de fazê-lo. – Charles H. Spurgeon

Fonte: Fontes no Vale, Lettle Cowman.

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